Canelés - não, não são de canela - O tacho da Pepa

16 de agosto de 2026

Canelés - não, não são de canela


Tem  receitas que a gente vê e pensa: “Um dia eu ainda vou fazer isso!”

O canelé era uma dessas receitas para mim.

Eu já tinha visto aquelas pequenas belezinhas francesas, com a casquinha bem escura, caramelizada e crocante por fora e um interior macio, úmido e delicadamente perfumado por baunilha e rum. Ficava namorando a receita, imaginando o momento em que finalmente faria meus próprios canelés.

Só havia um pequeno problema: eu não tinha as famosas forminhas de canelé.

E,  comprar as formas não estava nos meus planos. Caaaaaaaro até ... (tem as de silicone, mas pela muita pesquisa que fiz sobre canelés, elas precisam do alumínio [no caso das originais , cobre] para atingir essa cor perfeita.

Foi então que olhei para as minhas formas de mini pandoro e pensei: “Por que não?”

Resolvi arriscar.

E que alegria quando desenformei os primeiros!

Eles não tinham exatamente o formato tradicional dos canelés bordaleses, é claro, mas tinham tudo aquilo que eu procurava: a casquinha bem caramelizada, quase escura, o interior macio e aerado e aquele contraste maravilhoso entre o exterior crocante e o miolo delicado.

Deu certo! E deu MUITO certo!

Foi uma daquelas pequenas vitórias na cozinha que fazem a gente ficar olhando para a assadeira com um sorriso bobo. 

O que é um canelé?

O canelé é um doce tradicional de Bordeaux, na França. Sua característica mais marcante é justamente o contraste de texturas: por fora, uma crosta caramelizada e crocante; por dentro, um miolo macio, quase cremoso, perfumado com baunilha e rum.

Tradicionalmente, ele é assado em pequenas formas caneladas, que dão ao doce aquele formato tão característico. Canelé de canelado, não porque vai canela na massa, rsrsrsrsrrs

Mas minha experiência provou uma coisa:

nem sempre precisamos ter o equipamento perfeito para começar uma receita.

Às vezes, a melhor receita é justamente aquela que nasce da improvisação.

Para fazer essa versão, usei minhas formas de mini pandoro. O resultado ficou tão bonito que, sinceramente, não senti falta das forminhas tradicionais.

O formato ficou diferente, mas o espírito do canelé estava ali: casquinha intensa, caramelizada e crocante por fora e um interior delicado e cheio de pequenas cavidades.

E talvez essa seja a parte que mais gostei dessa experiência.

A cozinha também é um lugar para experimentar.

Nem sempre a gente tem a forma certa, o utensílio certo ou o ingrediente perfeito. Mas podemos adaptar, testar e descobrir novos caminhos.

Acho que minha maior alegria com essa receita nem tenha sido comer os canelés depois.(mentira, a alegria foi igual, porque ele é delicioso) Foi aquele momento em que percebi que a receita que eu tanto queria fazer finalmente estava ali, na minha frente.

Meus pequenos “canelés de mini pandoro” ganharam um lugar especial no meu coração — e, definitivamente, na minha lista de receitas favoritas.

Porque receita boa não é apenas aquela que dá certo.

É aquela que faz a gente ficar feliz por ter tentado.


E você, já experimentou canéles ?

Bjus 1000

*semana que vem eu posto a receita, já que o post ficou imenso, só para contar minha felicidade, rsrsrsrs




 

Um comentário

  1. Meu Deus, acho que para entrar no teu blog com esses chi1quetoosos todos de caneles, tenho que tirar o pijama,rs... Bah, parecem muito bons e essa crostinha, tudo de bom!
    Linda semana! beijos, chica

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Se você soubesse o quanto nos deixa feliz com suas palavras ,falaria mooooito mais !!!

Se você deixou um comentário e nós ainda não respondemos, não fique chateado, ás vezes demora, mas a gente chega lá !!!
Bjus 1000.