sexta-feira, 15 de maio de 2015

A Bruxa dos doces.

Oi Girls and boys, Vi, escrevendo..
Queridas e queridos vocês devem estar pensando: hoje a Vi vai escrever sobre contos de fadas..
Quase isso, o título é uma referencia ao conto do João e Maria e da bruxa malvada que tinha uma casa toda feita de doces, e que queria engordar as crianças para depois devora-las.

Mas vou contar uma história real sobre uma pessoa que parecia ser extramente boa, generosa, cheia de boas intenções..
Então.. como toda historia, era uma vez:
- Quando meu pai morreu, minha mãe se viu obrigada a alugar um imóvel para poder sustentar a gente, Pepa só tinha cinco anos, eu dezesseis.
Minha mãe alugou para uma moça "sozinha",(ela devia ter uns 26 anos) a mãe dela era domestica e só tinha folga cada 15 dias e o filho da moça, da mesma idade da Pepa, vivia em um "colégio interno" com visitas, a cada 15 dias.
Raramente nos víamos o menino, porque quando ele iria passar o fim de semana com a mãe, na maioria das vezes, não vinha, ele ia para casa da patroa da avó, uma senhora idosa, que devia ter uns 80 anos, mas essa senhora era muito disposta, saudável, fazia muito trabalhos sociais e era muito rica.
Essa senhora idosa, vamos chama-la de Marota, tinha um filho que vivia com ela (era divorciado) e devia ter uns 60 anos, vamos chamar esse senhor de Bambo.
Marota era muito influente por sua personalidade  carismática, dinheiro e caridades que praticava, foi ela que arrumou o tal colégio interno para o Curumi (nome que eu dei para neto da empregada), e segundo a mãe do Curumi, (Potoca, nome da mãe do Curumi), foi um ato de bondade suprema, pois Marota usou toda sua influência para conseguir uma "bolsa de estudos" e tal colégio.
Tudo ia bem, até que em  final de semana ele veio para nossa casa, e quando nos vimos o menino ficamos impressionadas, pois ele parecia saído de um campo de concentração, estava desnutrido, (sabe aquelas crianças do Biafra? estava igual)..
Minha mãe chamou Potoca e perguntou oque estava acontecendo, ela disse que no colégio, Curumi se negava a comer.
Minha mãe disse para Potoca, para ela tirar Curumi do colégio pois se ele continuasse lá, iria morrer, e minha mãe se propôs a cuidar do menino sem cobrar nada quando ela fosse trabalhar.
Potoca tirou Curumi do tal colégio.
Então em um final de semana que Potoca estava trabalhando, minha mãe teve oportunidade de conhecer pessoalmente a magnânima Marota,  pois ela veio visitar Curumi.
Trouxe presentes (brinquedos baratos), doces  e etc.
Bastou minha mãe colocar os olhos em Bambo (filho de Marota) para minha mãe descobrir toda verdade.
Minha mãe disse para Marota: quer dizer que o Bambo é o pai do Curumi?
Marota: Potoca te contou?
Minha mãe: Não, é evidente, o mesmo jeito de andar, a mesma cabeça, nariz, (o menino era miniatura de Bambo)..
Marota: a Potoca, tentou dar o golpe da barriga em meu filho (Bambo).
Minha mãe: e o seu neto tem que pagar por isso, porque ele estava jogado naquele colégio, morrendo de fome?
Porque a senhora não pegou o menino para criar?

Quando Potoca chegou do trabalho, minha mãe disse: quer dizer que o Bambo é o pai do Curumi?
Potoca perguntou: Marota te contou?
Minha mãe: ela confirmou oque eu vi.
Como você permite que façam isso com seu filho?
Que ele seja tratado como o neto da empregada, que fique recebendo esmolinhas como não tivesse direito a nada?
Estava pensando que Marota era muito caridosa , boa, preocupada com o neto da empregada, mas ela é má, pois faz isso com o próprio neto e ainda usa ele para passar uma imagem falsa de que ela é muito caridosa, que até conseguiu uma bolsa de estudos em um bom colégio para o menino, sendo que ela (Marota) podia pagar uma escola.
Foi quando Potoca confessou, que o tal colégio, era tipo um orfanato mantido por entidades religiosas, para crianças abandonadas por sua família.
Depois disso nunca mais vimos dona Marota e seu filho, Potoca disse para minha mãe que proibiu eles de verem Curumi.
O tempo passou, e Potoca e Curumi se mudaram lá de casa.
Mas um dia, Potoca apareceu em casa e contou para minha mãe que a Marota há muito tempo tinha morrido e que Curumi já maior de idade fez teste de DNA e  herdou do pai que também falecera algum dinheiro que deu para eles comprarem uma casa na periferia.
Marota era uma bruxa, parecia bondosa, caridosa, mas era uma mulher rancorosa, avarenta, perversa..
Moral da historia, nem tudo que reluz é ouro, tem muita gente que parece ser bom, mas é mau.
Tem gente que constrói uma casa de doce (uma imagem), para servir de armadilha para os outros ( armadilha=meio de obter vantagens).
Tem gente que para se dar bem, "come" sua própria cria, (come=não respeita nem sua família).
Não devemos acreditar nas aparências, para não sermos vitimas de gente inescrupulosa.
Vou me despedindo de vocês
Obrigada pelo carinho e atenção..
 muitos beijos..
Meu carinho para vocês:
Foto: Helen Jane

Tchau, Vi
Obs: Todas imagens que não tem o link do autor, é porque a imagem já esta tão difundida na internet que é impossível determinar seguramente quem é o autor, para saber onde encontrar a imagem, click com botão direito do mouse na imagem, ao abrir a janela, click em 'pesquisar essa imagem no Google' e aparecera o histórico de todos blogs, sites, e etc onde tem a mesma imagem.

22 comentários:

  1. Uau, que história! Tem de tudo nela:golpes de barriga...Tão difundido por quem acha que vai se dar bem. Gente que usa filhos pra prender, conseguir vantagens e usurpar...Há de tuuuuuuuuuuuuuuuuudo mesmo.A moral ao final, perfeita. Não nos deixemos enganar por olhinhos que pingam mel,rs podem esconder fel... bjs, chica

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  2. Puxa, q história! Às vezes nem dá pra acreditar, mas se pensar bem... como isso acontece! E até com frequência, não dá pra negar! É triste... muito triste... Pensar que uma mãe permite uma coisa assi por falta de opção! E q a outra, riquíssima, poderosa e bondosa é lobo em pele de cordeiro! Hunf!!!
    Bjs

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  3. Nossa Vi, que história hein!
    a gente até fica assustado, mas devem acontecer muitas histórias dessas e até piores. Essa pelo menos teve um final feliz, mas quantas não tem? ou pior, tem finais trágicos....
    O mundo está assim, querendo mostrar o que não tem, isso incluo tanto no material como no moral.
    Obrigado por compartilhar esse história conosco,
    bjinhos no <3

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  4. Olá!
    Eu sempre me surpreendo com as pessoas...como podem ser tão cruéis...tão sem amor!
    Infelizmente, tem um mte por ai disfarçados...affff.....
    E vc nos contou de uma forma muito bacana!
    Lindo dia!
    Um super bjo!

    Alê - Bordados e Crochê
    Fã Page

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  5. Legal ... adorei os nomes Marota, Potoca, Curumi
    Tem gente pra tudo ....sempre confiar desconfiando.
    afinal na sua história tudo acabou bem.

    bj

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  6. oi Vi, falou e disse.
    A propósito, quanta criatividade para os nomes dos personagens, hein?
    bjk

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  7. Oi Vi, é triste saber que existe muitas pessoas assim. Essa senhora era realmente uma bruxa !
    Curto ler seus posts.
    Tudo de bom,bjsss

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  8. Oi Vi, quanta crueldade nessa história. E se formos pensar que neste mundo existem pessoas capazes de coisas ainda piores não conseguimos dormir, não é mesmo? Bjs

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  9. Aqui em Portugal, costumamos dizer "quem vê caras não vê corações". Um excelente texto, Vi!
    Beijinho

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  10. Nossa, que história horrorosa, mas tão bem contada por ^você. Aliás você sempre dando show em seus textos....Fiquei com ódio da avó do coitado do menino. Cachorra!!! E do pai então? O que falar? Ordinário no mínimo....bom fim de semana para vocês.

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  11. Oi, Vi!
    Que engraçado uma mãe idosa proteger os erros de um filho também idoso.... Nesse mundo tem de tudo e ainda existe o preconceito de classes, mas pelo que entendi, d. Marota nem rica era.. herança de dois: uma casa na periferia.
    :)
    Beijus,

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  12. Vi querida,
    Que pouca vergonha,bandidos em todos os lugares,quem vê a cara não vê o coração!Um
    texto que nos ensina a está sempre de olhos abertos.Um abençoado final de semana.
    Grande beijo

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  13. São os lobos em pele de cordeiros,não dá para confiar em vozes e caras meigas e tão pouco "bondades" que muitas vezes é só para se promover,já me meti em algumas furadas por confiar nas pessoas. Tem que analisar muito antes de acreditar.Bjss.

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  14. Que historia, Vi!!!
    Mas hoje em dia dao golpe de tudo. O pior pra mim ej esse citado por vc; o da barriga. Mas, como tem gente ruim nesse mundo nao eh mesmo? Acho que o ser humano ja esta em extincao!
    Bjs e obrigada pelo carinho la no blog!

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  15. Nossa, heim, Vi?!!!Esses são os verdadeiros pobres de espírito!!! Mas a torcida é que o Curumi tenha feito a diferença, e seja um Homem de Bem!!! Bjs e um ótimo fim de semana!!

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  16. Já percebi a muito tempo este tipo de pessoa , ótimo conto , ilustrou bem a realidade.
    beijinhos

    http://eueminhasplantinhas.blogspot.com.br/

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  17. OI Vi, que história impressionante. E o pior é que tem muito desse tipo de história por aí. Realemente, às vezes, nos enganamos com as pessoas.
    beijos
    Chris
    Inventando com a Mamãe

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  18. Amo tudo o que vc escreve,obrigado por partilhar suas histórias!!!!Bj
    Marcia Furlaneto-Cerquilho SP

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  19. Oi Vi, estamos sujeitos a tudo nessa vida, não temos como saber como as pessoas realmente são antes de conhecê-las e ver suas atitudes ou estaremos pré julgando. São riscos que corremos ou não ao estreitarmos laços. fico imaginando a lábia que o sujeito não passou na moça, provavelmente ingênua (olha eu já julgando rsrs).
    Obrigada pela visita carinhosa no blog mesmo sem postagem nova, não mereço, mas fico muito feliz!
    Ótima semana, beijos!

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  20. Uau! Que história! Adoro ler o que você escreve, Vi, principalmente histórias verdadeiras. E é incrível como a arte imita a vida, hein? Beijos. Eneida

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  21. Ótima história, Vi! Ainda hoje encontramos os personagens por aí, disfarçados de gente boa...
    Beijinhos, minha flor!
    Ana

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  22. OMG pensei ter comentado este seu texto! Preciso de férias! rsss

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Se você soubesse o quanto nos deixa feliz com suas palavras ,falaria mooooito mais !!!

Se você deixou um comentário e nós ainda não respondemos, não fique chateado, ás vezes demora, mas a gente chega lá !!!
Bjus 1000.

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